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Histórias

Rexik e o ovo perdido

Rexik encontra um ovo sozinho perto do rio e, com Trika, toma conta dele por muitos dias, até descobrir quem mora lá dentro.

Série “Rexik” · história 6 de 9

Desenhos para colorir desta história

  • Um pouco triste
Para os pais

Numa manhã, Rexik e a mamãe chegaram ao rio para pescar. A mamãe entrou na parte rasa, e Rexik ficou andando pela areia, olhando para as patas. Ele sempre notava o que os outros não veem.

De repente, viu um rastro estranho que ia da água até a areia seca. Como se alguém tivesse se arrastado devagarinho, com as patinhas bem abertas. E onde o rastro terminava, algo branco espiava para fora da areia.

— Uma pedrinha? — sussurrou Rexik.

Ele afastou a areia com cuidado. Não, não era uma pedrinha. Era um ovo! Pequeno, redondinho, morno de sol. E sozinho, sozinho.

— Mas cadê a sua mamãe? — perguntou Rexik.

O ovo ficou quieto.

Tum-tum-tum! Pela beira do rio já vinha correndo Trika.

— O que você achou, Seu Melhor-Não?

— Um ovo. Alguém perdeu.

— Então vamos rolar ele até a minha casa! — Trika já baixava os chifrinhos. — Primeiro eu faço, depois eu penso!

— Melhor não, né? — assustou-se Rexik. — E se ele rachar?

Trika parou. Pensou. E dessa vez concordou.

Cobriram o ovo com folhas macias de samambaia. Rexik sentou de um lado, Trika do outro. Dois guardiões.

Nisso, devagar, bem devagarinho, Vovó Anki foi chegando pela beira do rio. Nas costas dela balançava uma flor.

— Vovó, cuidado! Tem um ovo aqui!

— O quê? Um povo? — Anki levou a pata à orelha. — Ah, um ovo! Então deve ser o meu. Eu também já carreguei um ovo… Ou era uma pinha?

Ela balançou a cauda de clava — pá! — e um arbusto de samambaia caiu na areia. Rexik e Trika cobriram o ovo com o próprio corpo.

— Não, o meu era maior — resmungou a Vovó. — Ou menor? Quem sabe. — E seguiu em frente.

A mamãe saiu do rio.

— Eu já sei — disse ela, embora Rexik nem tivesse aberto a boca. — Os ouvidos da mamãe escutam tudo.

— Mamãe, de quem é? O que a gente faz com ele?

— É só esperar. O ovo precisa de areia quentinha e de silêncio. Você também já ficou dentro de um ovo, pequenininho assim. Todos os dinossauros nascem de ovos.

— Eu? Dentro de um ovo? — Rexik ficou de boca aberta.

E esperaram. Um dia, mais um dia e muitos, muitos dias. Toda manhã, Rexik e Trika corriam até o rio, arrumavam as folhas e sussurravam:

— Toc-toc, quem está no ovo?

O ovo ficou quieto.

Até que, numa manhã — crac! Trika deu um pulo. Crac-crac! Apareceu um buraquinho na casca e, no buraquinho, um narizinho minúsculo. Depois uma patinha. Depois… um casquinho!

— Uma tartaruguinha! — exclamou Trika, de olhos arregalados.

— Então foi a mãe dela que deixou o rastro — sussurrou Rexik. — Ela veio do rio, escondeu o ovo na areia e voltou para a água.

A tartaruguinha era menor que o dedo do Rexik. Piscou, cheirou o ar — e foi se arrastando direto para a água. Xup-xup pela areia.

— Espera! — gritou Rexik. — Fomos nós que tomamos conta de você!

Mas a tartaruguinha não olhou para trás. Ploc! — e só ficaram os círculos na água.

Rexik ficou um bom tempo olhando para o rio.

— Ela nem se despediu — disse baixinho.

— Mas está inteirinha — disse Trika, cutucando-o de leve com o chifre. — Se eu tivesse rolado o ovo, ninguém sabe o que teria acontecido. Ainda bem que eu tenho você, Seu Melhor-Não.

Rexik sorriu, meio triste e meio orgulhoso. Pegou da areia um pedacinho de casca.

À noite, Rexik colocou a casca na sua prateleira, ao lado dos outros tesouros, e foi para o ninho.

— Mamãe — sussurrou —, ela não vai se lembrar de mim.

— Mas você vai se lembrar dela — disse a mamãe, arrumando as folhas do ninho. Do mesmo jeito que ele arrumou as folhas do ovo.

Rexik bocejou e fechou os olhos.

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Uma história original escrita para este site.

Para os pais

Sobre o que é a história

Rexik encontra um ovo sozinho perto do rio, e ele e Trika viram os guardiões dele. As crianças adoram sussurrar com os personagens «Toc-toc, quem está no ovo?» e adivinhar quem vai nascer. E a Vovó Anki, que confunde tudo, com certeza vai arrancar risadas.

O que ensina

  • Paciência
  • Responsabilidade
  • Curiosidade

Perguntas para conversar com a criança

  • Como o Rexik conseguiu adivinhar que a mãe do ovo tinha vindo do rio?
  • Por que o Rexik ficou triste quando a tartaruguinha mergulhou, e por que ele mesmo assim sentiu orgulho?
  • Que tesouro você colocaria na prateleira depois de um dia assim?

Em casa

Brinquem de guardiões: escondam um «ovo» (uma bola ou um novelo) debaixo de um cobertor, sentem dos dois lados e vigiem sussurrando «Toc-toc, quem está no ovo?». Deixem a criança inventar quem vai nascer.

Uma frase para lembrar

“Ainda bem que eu tenho você, Seu Melhor-Não.”

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