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Histórias

Um Conto de Natal

O avarento Scrooge encontra três espíritos numa única noite de Natal e muda a tempo, antes que seja tarde.

  • Assustador
  • Triste
Para os pais

Ebenezer Scrooge era um avarento como o mundo nunca tinha visto. Apertava, espremia, raspava e se agarrava a cada moeda, e não dava nada a ninguém. O frio tinha se instalado tão fundo nele que lhe afiou o nariz, deixou os lábios azuis e gelou os olhos. Nem no Natal ele derretia um tiquinho.

Sete anos antes, tinha morrido o sócio dele, o velho Jacob Marley. Scrooge o enterrou pelo preço mais baixo, e a placa sobre a porta nunca mandou repintar: “Scrooge & Marley”. Tinta custa dinheiro, afinal.

Naquela véspera de Natal, uma névoa amarela caiu sobre Londres, tão espessa que as casas do outro lado da rua pareciam fantasmas. Scrooge estava no escritório, contando dinheiro. Num cubículo apertado ao lado, seu escriturário Bob Cratchit se curvava sobre os papéis. O carvão, Scrooge guardava consigo, e assim que o escriturário pegava a pá, o patrão resmungava que, pelo visto, eles teriam de se separar. Então Bob se enrolou no cachecol branco e esquentou os dedos na vela.

— Feliz Natal, tio! — gritou da porta uma voz alegre.

Era Fred, sobrinho de Scrooge, com o rosto vermelho de frio e os olhos brilhando.

— Bobagem! — resmungou Scrooge.

— Natal, uma bobagem? O senhor não está falando sério!

— Estou, sim. O que é o Natal? Um tempo em que você fica um ano mais velho e nenhum centavo mais rico. Se dependesse de mim, todo mundo que sai por aí dizendo “feliz Natal” eu cozinhava no próprio pudim!

— Tio, venha almoçar conosco amanhã — não desistiu Fred.

— Não.

— Mas por quê?

— E você, por que se casou?

— Porque me apaixonei.

— Apaixonou-se! — bufou Scrooge, como se tivesse ouvido a maior tolice do mundo. — Boa tarde.

Fred foi embora sem nem se zangar.

Mal a porta se fechou atrás dele, entraram dois senhores respeitáveis com uns papéis.

— Estamos arrecadando doações para os pobres — disse um deles. — Milhares de pessoas não têm, nestas festas, nem um canto aquecido nem um pedaço de pão. Quanto posso anotar para o senhor?

— Nada.

— O senhor prefere ficar no anonimato? — perguntou o senhor.

— Prefiro que me deixem em paz. Não existem prisões e asilos para os pobres? Pago impostos para isso, e já basta.

— Muitos prefeririam morrer a ir para lá.

— Então que morram — disse Scrooge. — Vai sobrar mais espaço no mundo.

Os senhores se entreolharam e saíram. Diante da porta, um menino azul de frio começou a cantar uma canção de Natal direto pelo buraco da fechadura. Scrooge o espantou com a régua.

Por fim, chegou a hora de fechar o escritório.

— Imagino que o senhor queira o dia de amanhã inteiro de folga? — disse Scrooge, de cara amarrada.

— Se for possível, senhor. É só uma vez por ano.

— Péssima desculpa para me meter a mão no bolso todo ano! Está bem. Mas depois de amanhã venha bem cedo!

Bob prometeu. E ao sair para a rua, escorregou vinte vezes com os meninos no gelo, em homenagem à véspera de Natal, e correu a toda para casa, para junto dos filhos.

Scrooge foi para casa, uma casa velha e escura onde, além dele, só moravam escritórios. Enfiou a chave na fechadura e ficou paralisado. A aldrava de bronze, a mesma que via todo dia, tinha virado um rosto. O rosto de Marley! Pálido, com óculos na testa, e os cabelos se mexiam como num sopro quente. Scrooge piscou, e diante dele havia de novo uma aldrava comum.

— Bobagem — disse.

Mesmo assim, percorreu todos os cômodos com a vela e até olhou debaixo da cama. Depois trancou a porta com duas voltas, coisa que nunca fazia, vestiu o roupão e o gorro de dormir e sentou-se perto de seu fogo minúsculo com uma tigela de mingau.

De repente, todas as campainhas da casa, que havia muito pendiam à toa, começaram a tilintar. Embaixo, algo retumbou, como se alguém arrastasse correntes pesadas escada acima. Clanc… clanc… cada vez mais perto, e através da porta fechada Marley entrou no quarto.

O mesmo Marley, com o mesmo colete e as mesmas botas de borlas. Só que transparente: dava para ver, através dele, os dois botões de trás da sobrecasaca. E em volta da cintura se enrolava uma longa corrente, presa a ela havia cofres, chaves, cadeados, bolsas e grossos livros-caixa.

— Não acredito em você — disse Scrooge. — Deve ser um pedaço de batata mal cozida. É o jantar que me prega peças.

O fantasma soltou um uivo tão terrível e sacudiu tanto a corrente que Scrooge se agarrou à poltrona.

— Acredita agora?

— Acredito, acredito! Mas por que você está acorrentado, Jacob?

— Esta corrente eu forjei em vida — respondeu Marley, com voz surda. — Elo por elo, moeda por moeda. Eu mesmo a vesti e eu mesmo a carrego. A sua, Ebenezer, já era igualmente longa há sete anos. Desde então você a alongou bastante.

Scrooge, sem querer, se apalpou, mas não encontrou nada.

— Agora vago pelo mundo e não posso ajudar ninguém — suspirou o fantasma. — E eu podia, enquanto vivia! Escute: para você ainda há esperança. Três espíritos virão visitá-lo. O primeiro, quando o relógio bater uma hora. O segundo, na noite seguinte, à mesma hora. O terceiro, uma noite depois, com a última badalada da meia-noite.

— Não podem vir os três juntos, para eu me livrar logo disso? — perguntou Scrooge.

Marley não respondeu. Recuou até a janela, a janela se abriu sozinha, e o fantasma se dissolveu na névoa. Scrooge quis dizer “bobagem”, mas travou na primeira sílaba. Deitou-se vestido como estava e adormeceu na hora.

O relógio bateu uma hora. As cortinas junto à cama se abriram, e diante de Scrooge surgiu um estranho visitante: do tamanho de uma criança, mas com cabelos brancos como os de um avô. Na mão levava um ramo de azevinho verde, e do alto da cabeça saía um raio de luz clara.

— Eu sou o Espírito dos Natais Passados — disse baixinho. — Dos seus Natais passados. Vamos.

Atravessaram a parede e se viram numa estrada do campo, sob um céu gelado.

— Eu cresci aqui! — exclamou Scrooge, batendo palmas.

Na velha escola fria, numa sala vazia, um único menino estava sentado diante de um livro. Todos os outros tinham sido levados para casa nas festas, só ele não.

Scrooge se reconheceu, sentou-se ao lado dele no banco e chorou sem perceber.

— Ontem, diante da minha porta, um menino cantava uma canção de Natal — murmurou. — Que pena que o espantei.

A porta da sala se abriu e entrou correndo uma menina, menor que o garoto. Ela o abraçou pelo pescoço:

— Vim buscar você, irmãozinho! O papai agora está mais bondoso, quer que você volte para casa. Para sempre! Vai ser o melhor Natal!

— Fan — sussurrou Scrooge. — Minha irmãzinha. Ela tinha um grande coração.

— Ela morreu faz tempo — disse o Espírito. — E deixou um filho.

— Sim — respondeu Scrooge, sem jeito. — Fred.

Então o Espírito o levou a um armazém da cidade com um balcão alto.

— Mas é o velho Fezziwig! — exclamou Scrooge. — Fui aprendiz dele!

Um velho gordo e alegre esfregou as mãos e gritou:

— Ei, rapazes! Ebenezer! Dick! Chega de trabalhar, hoje é véspera de Natal! Fechem as venezianas!

Num minuto tudo foi arrumado, o chão varrido, o fogo aceso, e o armazém virou salão de baile. Chegou um violinista, chegou a senhora Fezziwig, toda sorrisos, chegaram as três senhoritas Fezziwig com seus seis pretendentes, o padeiro, a cozinheira, o menino da loja vizinha. Dançavam tanto que o assoalho rangia. E quando o velho Fezziwig entrou na dança com a esposa, suas pernas voavam tão depressa que parecia que delas saía luz.

O jovem Scrooge girava e ria com todos.

— Por que todos são tão gratos a ele? — perguntou o Espírito. — Ele gastou algumas moedas, nada mais.

— Não é questão de moedas! — disse Scrooge com fervor. — Ele podia nos fazer felizes ou infelizes, e trabalhar com ele podia ser uma alegria ou um tormento. E ele escolhia a alegria! Isso vale mais que uma fortuna inteira. — E de repente se calou.

— O que foi?

— Nada… Só queria dizer umas palavras ao meu escriturário. Só isso.

A última imagem era tranquila. Scrooge, já adulto, com um brilho frio nos olhos, estava sentado ao lado de uma moça chamada Belle.

— Agora você ama outra coisa — disse Belle, com lágrimas nos olhos. — O dinheiro. Vejo seus sonhos caírem um após o outro e restar só um: ficar rico. Eu o liberto. Seja feliz com o que escolheu.

Ela se foi, e o jovem Scrooge não a deteve.

— Chega! — gritou o velho Scrooge. — Não me mostre mais nada!

Arrancou do Espírito um capuz parecido com um apagador de velas e o enfiou na cabeça dele. A luz escapava pelas bordas, mas Scrooge apertou com toda a força e, de repente, se viu na própria cama.

Quando o relógio bateu uma hora de novo, ninguém veio visitá-lo. Em compensação, do quarto ao lado vinha uma luz vívida. Scrooge arrastou os chinelos até lá e não reconheceu o próprio quarto. Paredes e teto verdejavam de azevinho, hera e visco, na lareira rugia um fogo que não se via ali havia muitos invernos. E no chão, como um trono, amontoavam-se perus, gansos, presuntos, guirlandas de salsichas, pudins de ameixa, castanhas vermelhas, maçãs coradas e laranjas suculentas. Sobre aquela montanha estava sentado um gigante alegre, de manto verde com barra de pele branca, coroa de azevinho nos cachos e uma tocha acesa na mão.

— Entre! — trovejou. — Entre e me conheça! Eu sou o Espírito do Natal Presente.

— Leve-me aonde for preciso — disse Scrooge baixinho. — Ontem aprendi uma coisa.

Agarrou a barra do manto, e o quarto sumiu.

E lá estava o Espírito diante da casinha de Bob Cratchit. A senhora Cratchit, num vestido remendado duas vezes mas com fitas novas, punha a mesa. Dois pequenos Cratchit entraram voando, aos gritos: tinham sentido cheiro de ganso perto da padaria e reconheceram o deles pelo aroma! Depois chegou Bob, e no ombro dele vinha sentado o pequeno Tim, miudinho, com uma muleta na mão e aparelhos de ferro nas perninhas finas.

O ganso não era grande, mas com o molho de maçã e as batatas deu para todos, e todos os Cratchit declararam a uma só voz que o mundo nunca tinha visto um ganso daqueles. Depois a senhora Cratchit foi buscar o pudim, aflita. E se não tivesse cozido? E se desmanchasse? E se alguém tivesse pulado o muro e roubado?! Mas lá vinha ela com ele: redondo, duro como bala de canhão, com um raminho de azevinho em cima, entre chamazinhas azuis.

— Feliz Natal a todos, meus queridos! — disse Bob, erguendo o copo.

— Deus nos abençoe, a todos e a cada um! — disse o pequeno Tim.

Ele estava no banquinho ao lado do pai, e Bob segurava a mãozinha magra dele, como se temesse que alguém o levasse.

— Espírito — perguntou Scrooge baixinho —, o pequeno Tim vai viver?

— Vejo um banquinho vazio junto à lareira — respondeu o Espírito — e uma muleta sem dono, que guardam com cuidado. Se nada mudar, o menino vai morrer.

— Não! Não, bom Espírito, diga que ele será salvo!

— Para quê? — deu de ombros o Espírito. — Se ele tem de morrer, que morra. Vai sobrar mais espaço no mundo.

Scrooge baixou a cabeça: eram as palavras dele mesmo.

Depois o Espírito o levou até Fred. Lá se ria tanto que os vidros tremiam.

— Ele disse que o Natal era bobagem! — gargalhava Fred. — Mas tenho pena dele. Tem um monte de dinheiro e nenhum proveito, nem para si mesmo. Mesmo assim vou convidá-lo todo ano.

Depois brincaram de “sim e não”. Fred pensava em alguma coisa e todos adivinhavam. É um animal? Sim. Vivo? Sim. Rosna e resmunga? Sim. Mostram no zoológico? Não!

— Já sei! — gritou a cunhada de Fred. — É o seu tio Scroo-o-oge!

Era isso mesmo. Então Fred ergueu o copo:

— Ao tio Scrooge! Onde quer que esteja, que tenha um feliz Natal!

— Ao tio Scrooge! — repetiram todos.

E Scrooge, a quem ninguém via, ficou com o coração tão leve que teria querido agradecer a eles.

Bateu meia-noite. O Espírito do Natal Presente sumiu, e da névoa, como feito da própria névoa, aproximou-se flutuando o terceiro visitante. Alto, envolto numa túnica escura com capuz, de modo que só se via uma mão estendida. Não dizia nada.

— Você é o Espírito dos Natais Futuros? — perguntou Scrooge, e ouviu a própria voz tremer.

O capuz se inclinou de leve.

— É de você que eu mais tenho medo — confessou Scrooge. — Mas guie-me. Quero ser outro.

Na Bolsa havia comerciantes que Scrooge conhecia bem.

— Quando ele morreu?

— Acho que ontem à noite.

— E o dinheiro, para quem fica?

— Não sei — bocejou um. — Para mim ele não deixou.

— O enterro deve ser barato. Quem vai? A não ser que sirvam comida, aí eu vou!

Todos riram e se dispersaram. Scrooge estranhou: de quem estavam falando? Procurou a si mesmo entre as pessoas, no seu lugar de sempre, mas ali estava outro.

Depois o Espírito o levou aos Cratchit. Na casinha reinava um silêncio total. Peter, o filho mais velho, lia em voz alta, a senhora Cratchit costurava e esfregava os olhos com frequência: era por causa da vela, dizia. Bob chegou, beijou as crianças e sentou-se junto à lareira. Ao lado dele havia um banquinho vazio, com uma pequena muleta encostada.

— Nós não vamos esquecer o nosso pequeno Tim, não é? — disse Bob baixinho. — Tão paciente, tão pequeno. E nunca vamos brigar entre nós, porque vamos nos lembrar dele.

— Nunca, papai! — responderam as crianças.

O Espírito levou Scrooge adiante e apontou com a mão uma lápide abandonada, e nessa lápide Scrooge leu o próprio nome: EBENEZER SCROOGE.

Caiu de joelhos.

— Espírito! Eu já não sou o que era! Vou honrar o Natal no coração e guardá-lo o ano inteiro. Não vou esquecer o que os três me ensinaram. Diga que isso ainda pode mudar!

Agarrou a mão do Espírito, e de repente a túnica escura encolheu, enrugou-se e virou o pilar de uma cama. A sua própria cama!

A cama era dele, o quarto era dele, e o melhor de tudo: o tempo também era dele, para consertar tudo!

— Não sei o que fazer! — exclamava Scrooge, rindo e chorando ao mesmo tempo e se enrolando nas meias. — Estou leve como uma pena, feliz como um anjo, alegre como um colegial! Feliz Natal a todos! Ha, ha, ha!

Para um homem que não ria havia anos, foi uma risada magnífica.

Os sinos repicavam por todo o Londres. Scrooge escancarou a janela. Uma manhã clara, gelada, radiante!

— Ei, menino! — gritou a um garoto em roupa de festa. — Que dia é hoje?

— Hoje? — arregalou os olhos o menino. — Ora, Natal!

— Natal! Não perdi! Os Espíritos fizeram tudo numa só noite! Menino, você conhece a casa de aves da esquina? Na vitrine estava pendurado o maior peru, aquele do prêmio. Já venderam?

— Aquele que é do meu tamanho?

— Que esperto! Esse mesmo!

— Ainda está pendurado.

— Corra, compre! Traga o vendedor, eu digo para onde levar. Se voltar em cinco minutos, ganha meia coroa!

O menino sumiu como uma bala.

— Vou mandar para Bob Cratchit — sussurrava Scrooge, esfregando as mãos e rindo à solta. — E ele não vai saber de quem é! É o dobro do tamanho do pequeno Tim!

O peru era tão enorme que sobre as próprias pernas não aguentaria nem um minuto: quebrariam como palitos de fósforo. Foi preciso alugar uma carruagem.

E na rua Scrooge encontrou um daqueles senhores respeitáveis que recolhiam doações e cochichou-lhe ao ouvido uma quantia tal que o senhor ficou sem fôlego. — Aqui estão também todos os anos passados — explicou Scrooge.

À tarde, Scrooge foi umas dez vezes até a porta de Fred antes de ousar bater.

— Sou eu, seu tio Scrooge. Vim almoçar. Posso, Fred?

Se podia! Fred quase lhe arrancou o braço de tanto sacudir. A noite foi ótima, os jogos ótimos, e todos ficaram fe-li-cís-si-mos.

Na manhã seguinte, Scrooge chegou ao escritório antes de todo mundo. Ah, como queria pegar Bob chegando atrasado! E pegou. Bob chegou dezoito minutos e meio atrasado, escorregou para a cadeira e começou a rabiscar como se quisesse alcançar as nove horas.

— Hum! — rosnou Scrooge com sua velha voz, o melhor que pôde. — O que significa chegar a esta hora?

— Desculpe, senhor. Ontem festejei um pouco demais.

— Então escute, meu amigo — disse Scrooge. — Não vou mais tolerar isso. E por isso — pulou do banquinho e deu em Bob um tapa nas costelas que o fez cambalear —, por isso vou aumentar o seu salário!

Bob estremeceu e esticou a mão para a régua: não seria melhor chamar gente para acalmar o louco?

— Feliz Natal, Bob! — disse Scrooge, tão sinceramente que era impossível não acreditar. — Vou ajudar a sua família. E agora acenda o fogo e compre mais um balde de carvão antes de pôr um único pingo num i!

Scrooge fez tudo o que prometeu, e mais ainda. E para o pequeno Tim, que não morreu, ele virou um segundo pai. E a corrente invisível que ele tinha forjado por tantos anos se desfez elo por elo, cada vez que Scrooge ajudava alguém.

Gostou da história?

Inspirado em: Charles Dickens, 1843

Para os pais

Sobre o que é a história

O avarento Scrooge recebe numa noite de Natal o fantasma do sócio e três espíritos que lhe mostram o passado, o presente e o possível futuro. As crianças guardam o baile de Fezziwig, o ganso dos Cratchit e o pequeno Tim. Um conto profundo de Dickens sobre generosidade e segunda chance.

O que ensina

  • Generosidade
  • Bondade
  • Família

Perguntas para conversar com a criança

  • Por que Scrooge abaixa a cabeça quando o Espírito repete as palavras dele sobre os pobres?
  • Fezziwig gastou na festa só algumas moedas. Por que, então, Scrooge diz que isso vale mais que uma fortuna inteira?
  • Por que você acha que Fred convidava o tio para almoçar todo ano, mesmo ele recusando sempre?

Em casa

Façam juntos uma lista de três boas ações para as festas, como o peru de Scrooge para os Cratchit: para quem ligar, quem convidar, quem ajudar. Uma delas, já amanhã.

Uma frase para lembrar

“A cama era dele, o quarto era dele, e o melhor de tudo: o tempo também era dele, para consertar tudo!”

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